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As Linguagens dos Cavalos

As Linguagens dos Cavalos

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Os cavalos sabem realmente falar, mas nós temos de saber olhá-los com atenção, porque não só comunicam com as orelhas e relinchos como também usam uma série de métodos para nos mostrarem o que pretendem dizer.

Os cavalos mostram três linguagens corporais distintas:

– No movimento de repressão, utilizado por animais corajosos e dominadores, o cavalo coloca o corpo na frente do outro animal, impedindo-o de avançar.
– O empurrão com o ombro é a forma mais violenta de dominação.
– A apresentação da traseira ocorre quando o cavalo demonstra que vai escoicear.

– O cavalo comunica usando oito sons principais:

1. Relincho: é um som longo, alto e agudo, usado para chamar a atenção sobre algo ou de alguém.
2. Resfôlego: é um som que se origina através da saída bruta de ar pelas narinas, que trepidam. É uma forma de limpar as vias respiratórias, aumentando a oxigenação. É o som que traz consigo curiosidade e medo ao mesmo tempo, quando vê algo novo. Muitas vezes é usado para alertar os outros animais da novidade.
3. Guincho: é um som emitido com a boca fechada, sendo baixo e freqüente em encontros não muito “românticos” entre éguas e garanhões. É dado em sinal de defesa, do tipo “cai fora”.
4. Ronco: um som grave, curto e descontínuo, pode ser de cumprimento, namoro ou maternal. Quase sempre está ligado ao reconhecimento, a um sinal leve de excitação, ou porque viu um cavalo amigo, uma pessoa querida, um alimento, uma égua ou o filho (potro).
5. Ronco de namoro: é o mais excitante, pois é acompanhado do bater dos cascos e o movimento da cabeça, pescoço e cauda. Muitos cavalos reagem dessa forma na aproximação de seus donos.
6. Urgido: é um som agudo, comum entre os cavalos selvagens e ocorre em estados emocionais intensos. Semelhante ao resfôlego, mas sem trepidação,
7. Sopro: é um som mais suave e com uma mensagem menos tensa, significando apenas “Hum! O que é isso?!”.
8. Suspiro: saída longa de ar pelas narinas, onde o animal demonstra um certo tédio, mal estar digestivo ou até mesmo angústia.

Um dos sinais de comunicação mais utilizados e mais fácil de ser observado, tal como nos indicou atrás a taniae, é o transmitido pelas orelhas. Elas mostram sempre aonde está direcionada a atenção do cavalo. Conforme a posição das orelhas, o cavalo mostra o seu ânimo e a sua atenção.

Por exemplo:

– inclinação aguda para a frente indica tensão, curiosidade ou boa intenção;
– caídas para o lado significam aborrecimento ou cansaço;
– abaixadas e voltadas para trás indicam animosidade ou agressão.

Os cavalos também usam combinações dessas posições, além de posições intermediárias que, por enquanto, só eles mesmo entendem o significado. Entretanto, sabemos que orelhas em pé e voltadas para trás denotam a presença de um dominador, que geralmente é o treinador ou o cavaleiro e indicam submissão, obediência, um indício de que a voz de comando foi utilizada para o adestramento como uma “ajuda”.

A cabeça mostra, através de movimentos pendulares, que existe alguma insatisfação, uma vontade de sair da situação em que está. Quando montados, demonstra desagrado com a embocadura ou com o exercício imposto. Mas, muitas vezes, o movimento com a cabeça serve apenas para aumentar o campo de visão do animal ou para chamar a atenção de alguém. A investida ou empurrão com a cabeça é também uma forma de atrair a atenção ou talvez a demonstração de não gostar de alguma coisa que está vendo ou sentindo.

As pernas não servem somente para dar movimento e estrutura, também possuem a sua linguagem:

– Escavar o chão com as patas mostra o desejo de achar algum alimento ou de estar pedindo-o ao seu dono. Serve também de reconhecimento e como desejo claro de continuar com algum movimento, mostrando algum tipo de frustração.
– Levantar a pata dianteira é ameaça, pois dá início ao coice frontal.
– Levantar a perna traseira é um ato defensivo, anterior ao coice.
– O coice é uma forma de proteção, agressão, dominância e força, enquanto bater e pisar são maneiras como o cavalo demonstra que é o chefe, é uma forma de protesto.

A face do animal também transmite sinais, através da boca, dos olhos e das narinas.
O ato de abocanhar, onde o animal puxa o canto da boca, abrindo-a e fechando-a como se fosse morder, mostra o lado brincalhão, querendo dizer “olha, eu estou aqui e sei ser simpático!”.
Quando os cavalos possuem o hábito de mordiscar uns aos outros (pelo e crina), pode ser a representação de cordialidade entre eles, a maneira que encontraram de demonstrar “amizade”.
Abrir os lábio e não morder, também é uma brincadeira, mas a mordida é uma forma de defesa.
A boca contraída mostra angústia e dor, enquanto os lábios caídos mostram relaxamento.

Os olhos demonstram medo, excitação, curiosidade, dor e interesse, assim como as narinas podem dilatar em estado de excitação, esforço ou emoção intensa. Prestando atenção no comportamento de pastejo do cavalo, veremos que, praticamente, não se modifica quando anoitece, o que revela uma capacidade de visão noturna relativamente boa.

Os cavalos utilizam-se de vários recursos para se comunicarem através de seus próprios corpos ou com a emissão de sons, cabendo a nós conhecer e observar esses sinais de comunicação para que se possa chegar ao convívio mais completo. O cavalo faz a sua parte de maneira natural e espontânea, expressando o que sente, avisando com antecedência do que gosta e do que não gosta, deixando clara a sua posição de submissão e obediência, da mesma forma que alerta sobre sua postura de líder em determinadas situações.

Será que estamos atentos a isso e correspondendo com a mesma franqueza aos sinais de comunicação?

Bom, se ficaram com alguma dúvida no ar, chamem o vosso cavalo e tenham uma longa conversa com ele!

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