Cavalo Mangalarga

Cavalo Mangalarga

Com essa denominação, tornou-se famosa uma população equina, no sul de Minas Gerais, limítrofe com São Paulo, na primeira década do século passado.Posteriormente membros da família JUNQUEIRA, responsáveis por essa criação, mudaram-se para o Estado de São Paulo e com eles trouxeram sua montarias. A famosa raça de equinos logo contagiou os Paulistas, que adotaram e a disseminaram por todo o Estado de São Paulo e Estados vizinhos. Traçar um histórico da raça Mangalarga equivale narrar a história da família JUNQUEIRA. Foram eles os forjadores da Raça, seus primeiros criadores.O início da seleção da Raça Mangalarga deu-se em 1812 na fazenda Campo Alegre, em Baependi, hoje município de Cruzília, onde o Barão de Alfenas instalou-se. Consta, ainda que nesta data, teria o Barão recebido de presente do Princípe Regente D.João VI um cavalo Álter, que passou a usar como garanhão em suas éguas. Os animais oriundos destes acasalamentos se constituíram nos formadores da Raça Mangalarga. Origem, denominação e formação da raça.

A Raça nacional Mangalarga tem como formador principal o cavalo Álter de Portugal. Provavelmente foi Napoleão Bonaparte, ao invadir Portugal, obrigando Dom João VI a mudar-se com a corte para o Brasil, quem primeiro contribuiu para a formação desta raça. Com Dom João VI vieram também os melhores espécimes da raça Álter da Coudelaria Real de Álter do Chão. Se o principal formador do cavalo Mangalarga é o cavalo Álter de Portugal, entretanto no início deste século, muitos criadores introduziram, esporadicamente, no Mangalarga, as raças Árabe, Anglo Árabe, Puro Sangue Inglês e American Sadle Horse. Não somos nem a favor nem contra ao que foi feito. O fato é que hoje já dispomos de um número elevado de cavalos de alto valor zootécnico, que nada perde para outras raças estrangeiras, portanto, não nos cabe mais analisar o caminho seguido para consegui-lo. Somos no entanto virtualmente contra cruzamentos com raças exóticas, no pé em que estamos. Muito pouco temos a ganhar com eles, uma vez que temos mais de cem anos de seleção de marcha trotada, resistência e rusticidade a arriscar.

ASSOCIAÇÃO – FUNDAÇÃO E HISTÓRICO

Como foi dito, o Cavalo Mangalarga foi trazido do sul de Minas para São Paulo por volta de 1812. Entretanto desde sua introdução em terras Bandeirantes até a fundação da A.C.C.R. Mangalarga, cada criador orientava-se pelos seus próprios critérios, agindo isoladamente, constituindo-se em energias dispersas. Em 1928,o zootécnisita Paulo de Lima Corrêa, através de um profundo estudo lançou as bases da caracterização do cavalo Mangalarga. Entusiasmado com a dedicação do técnico, dois criadores paulistas, Dr. Celso Torquato Junqueira e Renato Junqueira Neto, reuniram um grupo de criadores com a finalidade de definirem os critérios a serem usados na sua seleção.

A comissão organizadora, de dez membros, ficou assim constituída:

Eduardo Ralston, Gabriel Jorge Franco, Paulo de Lima Corrêa, Agusto de Oliveira Lopes, Celso Torquato Junqueira, Renato Junqueira Neto, Humberto S.Pereira Lima, Saulo Junqueira Franco, Antonio Uchôa Filho, Antonio Junqueira Franco.

Esta comissão através de sucessivas reuniões, elaborou o anteprojeto dos estatutos que seria apresentado à Assembleia Geral convocada para a fundação da A.C.C.R.M.
Em 25 de setembro de 1934, na cidade de São Paulo, às quinze horas, na sede da Associação Herde Book Caracu, sita à Av.Água Branca, 53, instalou-se a Assembéia especialmente convocada com o fim de se fundar o registro genealógico do CAVALO MANGALARGA, foi eleita a Primeira Diretoria, que ficou assim formada:

Presidente : Renato Junqueira Neto
1.Vice-Presidente : Eduardo Ralston
2. Vice-Presidente : Gabriel Jorge Franco
1. Secretário: Augusto Oliveira Lopes
2. Secretário: Dr. Otto Stephan
Tesoureiro : Celso Torquato Junqueira

POLÍTICA E SELEÇÃO:

Sempre com alguma coisa em comum, no desenrolar da história, seja ela do homem ou do cavalo, as grandes mudanças se revelaram inevitavelmente ligadas a conceitos políticos, econômicos e sociais da época.

Se Portugal não tivesse ligado politicamente ao Brasil na época da invasão de Napoleão, talvez D.João VI não tivesse vindo para cá, trazendo seus cavalos.

Os Junqueira se alinham ao PRP e começam a desencadear-se várias mudanças envolvendo o nascimento da Raça Mangalarga e a “rivalidade” entre Mineiros e Paulistas.

Fonte: Mangalarga e o cavalo de sela brasileiro de Fausto Simões cedido por Dr.João Batista S.Quadros – Dr.Pedro Luiz Grasso – Elisabeth Seixas – Roseli Rebecchi e Revista Raça Mangalarga

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