História da Raça Cavalo Pantaneiro

O início da formação do cavalo que conhecemos hoje como pantaneiro e que vem despertando muito interesse ultimamente deste setor, se deu há mais de dois séculos, na região do Pantanal mato-grossense, nos municípios de Poconé, Cáceres, entre outros.

Um animal rústico, porém domável e excelente para a lida do gado é o destaque da História da Raça desta semana.

Inicialmente, a raça era chamada de ponconeano. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) associa a origem do pantaneiro a cavalos Ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização.

Segundo estudos do professor Domingues, os cavalos se formaram de maneira natural, pela segregação, sendo originário de cavalos de Goiás levados para o norte de Mato Grosso, cujo tipo era o Béltico-Lusitano, uma mistura de cavalos Árabe e Barbo.

Há também evidências da participação de cavalos dos indígenas, procedentes do Paraguai, na formação deste tipo de animal.

Dados da ABCCP (Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro) mostram que em 1972 aconteceram os primeiros registros da raça pantaneira.

O primeiro Garanhão registrado foi o animal com o nome de “Rei do Paiol” de propriedade do Sr. Joaquim da Cunha Fontes e o segundo Garanhão registrado foi o animal com nome de “Pirilampo do São Rafael” de propriedade do Sr. Luiz Carlos e Fernando C.R. A.

Já as primeiras fêmeas registradas foram Mulata da Ponce de Arruda, Gaúcha da Ponce de Arruda e Marreca da Ponce de Arruda.

Atualmente, a seleção genética dos criadores toma em consideração duas bases: função do animal e resistência.

História de um importante criador brasileiro:

Luciano Barros, da Fazenda Rancharia no Mato Grosso do Sul, um dos principais criadores deste tipo de animal, revela que sua produção começou há muitos anos, com seu avô, juntamente com outras raças importadas, que não resistiram e nem se adaptaram ao clima pantaneiro, de seca e de  inundação.

Os primeiros animais comprados pela família vieram da região de Poconé. Com a desistência da criação de raças importadas, o pai de Barros comprou umas éguas deste município mato-grossense, amansaram e com o sucesso perceberam a importância desta raça.

Depois compraram mais dois exemplares, entre eles um potro que mais tarde se tornou um campeão, montando a base do seu rebanho. Na fazenda Rancharia, todas as fêmeas são domadas e depois provadas na aptidão com o gado.

Dica para quem quer criar cavalo pantaneiro:

O equicultor deve adquirir bons animais, de procedência segura e de criadores que fizeram boa seleção genética no cruzamento.

O custo de produção do cavalo pantaneiro é barato, uma vez que o animal é criado a pasto. O cavalo é rústico, de fácil adaptação inclusive em outras regiões como no planalto, já que os cascos desta raça são considerados um dos mais duros e mais resistentes que existem, atrás apenas do burro.

O garanhão pode ser solto com a manada bem cedo. Outro ponto a ser destacado é que a monta do cavalo pantaneiro é a campo.

 

Mito a ser derrubado

Barros desmistifica a ideia de que a raça, por ser quase selvagem, é de difícil manejo. O pantaneiro é uma raça muito mansa, dócil, de índole a toda prova, com bom temperamento, um cavalo que os americanos denominam como possuidor de cowsense, ou seja, que gosta do boi, então um animal preparado para o campo.

Padrão Racial do cavalo pantaneiro

Qualquer cor de pelo, exceto Albina. Animal de porte médio, cuja altura mínima é de 1,4m para machos e 1,35m para fêmeas. Musculatura bem distribuída.

O cavalo pantaneiro tem constituição robusta e sadia, com ossos resistentes, articulações e tendões bem definidos. É altivo, vivo e dócil.

 

 

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