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Cavalos na História Humana

Entenda como os cavalos ajudaram na construção da história

Eles já serviram de correio e meio de transporte. Ajudaram a erguer e a afundar exércitos. Hoje viraram esporte de luxo. Saiba como, carregando o homem em seu lombo, os cavalos ajudaram a construir civilizações

 

Os cavalos foram domesticados pela primeira vez em cerca de 3500 aC, provavelmente no sul da Rússia e Cazaquistão, e introduzidos no Oriente Próximo Antigo por volta de 2300 aC.

Antes deste tempo, as pessoas usavam burros como animais de tração e de carga.

A adoção do cavalo foi uma das descobertas mais importantes para as primeiras sociedades humanas.

Cavalos e outros animais foram usados ​​para puxar veículos de rodas, carros e vagões… e os cavalos eram cada vez mais utilizados para andar no Oriente Próximo de pelo menos c. 2000 aC em diante.

Os cavalos eram usados ​​na guerra, na caça e como meio de transporte. Eles eram animais de grande prestígio e importância e são amplamente representados na arte antiga, muitas vezes com grande paixão e empatia.

Os cavalos do Oriente Médio, especialmente árabes, foram especialmente procurados e introduzidos na Grã-Bretanha para reprodução seletiva entre os séculos 17 e 18, e mostra como a grande maioria dos modernos cavalos de corrida puro-sangue são descendentes de apenas três garanhões.

Fique conosco enquanto exploramos essa fascinante e aparentemente esquecida contribuição do cavalo que moldou o mundo como o conhecemos.

Invenções

“Todos os inventos europeus para economizar tempo foram inspirados no cavalo e na equitação, que acabaria lhe dando o domínio do mundo”, escreveu Bjarke Rink. A nobreza do noroeste europeu foi responsável pela difusão do uso do cavalo numa rede de comunicação que depois se transformaria nos correios. Até as calças foram inventadas para a equitação e depois adaptadas para o uso cotidiano. Nas cidades, os cavalos distribuíam todos os produtos agrícolas e manufaturados e ainda ofereciam locomoção para as viagens.

Quando a era das grandes navegações chegou, lá estavam eles. Para os nativos da América, os cavalos devem ter parecido monstros cruéis – o animal estava extinto na região. Os espanhóis tiraram vantagem disso e ajudaram a espalhar boatos de que os equinos eram bestas mágicas. Hernán Cortéz, que comandou a conquista do que é hoje o México, disse: “Próximo a Deus, devemos nossa vitória aos cavalos”.

No Renascimento, Federico Grisone descobriu o que seria uma glória para a equitação clássica – e um alívio para os cavalos. Suas buscas em textos sobre os equinos renderam a descoberta do mais antigo texto sobre cavalaria, o Manual da Equitação, escrito pelo general grego Xenofonte, em 400 a.C. A obra, que tinha ficado desaparecida por 1 800 anos, oferece uma abordagem mais branda para o adestramento, sugerindo paciência e racionalidade no tratamento dos animais.

Os séculos 18 e 19 foram marcados por batalhas ferozes. O poder equestre de uma nação era decisivo. Montado, o guerreiro ficava maior, mais rápido e forte. “O papel mais importante de um cavalo numa batalha era fazer parte da cavalaria de frente. Essa operação, com centenas de milhares de cavalos emparelhados atacando o inimigo, era uma das mais apavorantes e temidas ações da história militar. Mil cavalos se movendo a 50 km/h é muito intimidador – além de fazer a terra tremer de verdade”, afirma Louis DiMarco, autor de War Horse – The History of the Military Horse and Rider (“Cavalo de guerra, a história do cavalo militar e do cavaleiro”, inédito no Brasil). A derrota de Napoleão em Waterloo (1815) foi um verdadeiro enfrentamento equestre. O general foi para o exílio e seu cavalo, Marengo, acabou incorporado às tropas britânicas.

Nos séculos 19 e início do 20, o mundo estava bem diferente. Mas, cada vez mais, o homem dependia do cavalo. As cidades modernas estavam cheias deles. Nos anos 1800, já havia congestionamentos nas ruas de Londres. A Revolução Industrial não poupou os animais. “No século 19, o ‘horse power’ fazia sozinho o que a energia elétrica, o petróleo e o biodiesel somados fariam no século 20”, diz Rink. Em 1870, cerca de 300 patentes foram registradas nos Estados Unidos para maquinários que utilizavam cavalos. “Alguns usos eram bem exóticos. Por exemplo, em Nova York, existiam ferry-boats movidos a cavalos que giravam as rodas”, afirma Clay McShane, autor de The Horse in the City: Living Machines in the Nineteenth Century (“O cavalo na cidade: máquinas vivas no século 19”, inédito em português). Em 1900, 130 mil cavalos trabalhavam em Manhattan (mais de dez vezes o número de táxis nas ruas da metrópole, hoje).

O excesso de estrume, urina e carcaças causava sérios problemas. “No pico do uso, Nova York tinha um cavalo para cada 26 pessoas. Se fosse a São Paulo atual, seriam necessários 428 mil cavalos para a cidade funcionar”, diz Clay McShane. Logo que os carros chegaram, era difícil acreditar que o animal seria substituído. Mesmo nos anos 1940. “Ninguém imaginava que tantos avanços tecnológicos em energia e transporte pudessem torná-lo dispensável”, afirma Rink. Mas foi o que aconteceu. Hoje os cavalos estão praticamente restritos às zonas rurais e centros esportivos. No entanto, cresce seu uso em tratamentos terapêuticos e como ferramenta educacional para treinar liderança, por exemplo. O fato é que o cavalo já provou seu valor na Terra. E ainda faz isso, todos os dias.

Esportes com Cavalos

Primeiro registro é de 644 a.C.

 

Os esportes com cavalos são quase tão antigos quanto sua domesticação. A corrida foi a primeira competição equestre de que se tem notícia, em 644 a.C., na 31ª Olimpíada de Atenas. O poeta grego Homero descreveu na Ilíada as regras para esse jogo, dizendo que o primeiro prêmio seria uma mulher “versada nas prendas domésticas”. Depois vieram o polo (de origem oriental), as justas, que imitavam guerras com equipes de laçadores, e o enduro, que simulava as grandes cavalgadas realizadas pelos mensageiros. Até hoje, no Afeganistão, se pratica um jogo criado pelos súditos de Átila, rei dos hunos. No Buz Kashi, 300 cavaleiros tentam agarrar um bezerro.

O salto derivou da caça às raposas e foi oficializado como uma competição de obstáculos de altura em 1865, na Irlanda. Muitos reis praticaram esportes com cavalos e por muitos anos essas competições foram “assuntos da nobreza”. Ainda hoje pode-se dizer que os esportes equestres exigem uma boa condição financeira. É custoso adquirir e manter um cavalo. Alguns garanhões reprodutores ou campeões mundiais podem valer dezenas de milhões de dólares.

IMAGEM EM DESTAQUE
Os egípcios não inventaram as carruagens a maioria dos historiadores concordam que os mesopotâmios foram os primeiros a construir os carros de duas rodas, e foram os hicsos conquistadores que os trouxeram para o Egito por volta de 1600 aC -, mas eles foram os Primeiro a fazer os veículos em máquinas de guerra eficientes.

Então, como está nossa dívida com o cavalo? Comente!

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