Cavalos Selvagens de Roraima, Lavradeiro – Patrimônio Cultural e Histórico do Brasil.

Quando ouvimos o termo “cavalo selvagem” é comum lembrarmos dos lendários Mustangs americanos, porem saiba que aqui no Brasil também temos nossa manada de cavalos selvagens que atende pelo nome de Cavalo Lavradeiro de Roraima.

 

Conheça sobre esses animais ameaçados de extinção que vivem totalmente em liberdade e que, alguns deles, nascem e morrem sem terem tido nenhum contato com o homem.

Lavradeiro de Roraima: História e Patrimônio Cultural

O cavalo lavradeiro de Roraima, também chamado de cavalo selvagem, é um dos principais símbolos do estado de Roraima e, por isso, não raramente são vistos estampados em camisetas, ônibus interestaduais e em outros souvenires, objetos e locais que representem a região.

A história desses cavalos se confunde com a história do Brasil, já que muitos deles se encontram no país desde a época da colonização.

Introduzida na região dos lavrados, desde a ocupação portuguesa em 1789. Esta introdução ocorreu pela fronteira da Venezuela e da República Cooperativista da Guiana, antiga Guiana Inglesa; em que os colonos portugueses passaram a negociar e trocar animais com os países vizinhos.

No ano de 1997, a Embrapa Roraima, iniciou o plantel desta raça naturalizada, selecionando e comprando reprodutores de fazendeiros da região, testando suas características raciais e produtivas.

Além disso, esse animal é um presente genético para os cientistas, pois os séculos de adaptação às condições de lavrado o tornaram um manancial de genes à disposição da pesquisa.

O que mais desperta o interesse dos pesquisadores é o incrível desempenho físico do cavalo lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidade se alimentando apenas do capim do lavrado que, por sua baixa qualidade nutricional, é conhecido popularmente como “fura-bucho”.

Lavradeiro de Roraima: Risco de extinção

O animal símbolo de liberdade, que habita as planícies de Roraima, sofre hoje com a ameaça de extinção.Devido às queimadas e ao desmatamento, que destroem seu habitat natural, e ao cruzamento com outras raças, o que tem contribuído para a sua descaracterização.

O seu desaparecimento poderia representar a perda de um tesouro genético, pois esses animais possuem genes resultantes de anos de seleção natural.

A introdução de animais em uma região e a sua reprodução livre, sem a interferência do homem, leva a um processo denominado seleção natural, que faz com que apenas os animais mais adaptados sobrevivam.

O cavalo lavradeiro é um ótimo exemplo da ação da natureza que, ao longo dos séculos, foi eliminando os genes desfavoráveis, fazendo com que apenas os animais mais fortes e adaptados sobrevivessem. Especialmente se levadas em consideração as condições climáticas do lavrado de Roraima, que incluem alimentação de baixo valor nutritivo e isolamento geográfico por muralhas naturais (serras da fronteira).

Lavradeiro de Roraima: Padrão da raça 

Esses fatores levaram esses cavalos a apresentar características bastante peculiares: são animais pequenos (1,40 m), com alto índice de fertilidade, muito velozes (podem correr por 30 minutos a 60 Km/h), resistentes ao trabalho árduo e tolerantes a doenças e parasitas.

Uma das características do animal que instiga os cientistas é a capacidade de seus cascos, já que consegue percorrer longas distâncias em um solo composto quase em sua totalidade por pedras.

LAVRADEIRO DE RORAIMA: O FUTURO DEPENDE DE NÓS!

Atualmente, o Núcleo de Conservação do Cavalo Lavradeiro de Roraima na Fazenda Resolução, situada no município de Amajari a cerca de 170 km da capital Boa Vista. A manda é  composta por 36 fêmeas e 4 machos, que são criados de forma extensiva, em pastagens nativas.

Os animais recebem apenas sal mineral como suplementação alimentar e reproduzem-se sob o regime de monta natural livre.

Em pesquisa divulgada pelo Embrapa no ano de 2010 indicou que a  população destes cavalos esta em 1500 animais.

E vocês conhecem esta jóia brasileira?

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Fonte:

Embrapa Núcleo de Conservação de Cavalos Lavradeiro em Roraima

Impressões Amazônicas

Fotos: Altamiro Vilhena

Responder

  1. Paulo Andrade

    Grandes lembraças.
    Inesquecivel até mesmo as quedas que levei de alguns cavalos. O roxo e russo..
    O primeiro cavalo era de pegar gado e seguendo era o de vaquejar.
    Saudade de meu pai e meu tio.
    Estão com Deus .