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Criação de cavalos movimenta R$ 16,5 bi e gera 3,2 milhões de empregos

Criação de cavalos movimenta R$ 16,5 bi e gera 3,2 milhões de empregos


Criação de cavalos movimenta R$ 16,5 bi e gera 3,2 milhões de empregos
(foto): Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )

17 de abril de 2019

São Paulo — Conhecidos pela vitalidade, beleza e versatilidade, os cavalos têm se consolidado como uma importante fonte de bons negócios. Somente no ano passado, a indústria da equinocultura movimentou cerca de R$ 16,5 bilhões, alta de 15% sobre 2017, de acordo com números da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/SP).

A atividade responde por nada menos que 3,2 milhões de empregos, seis vezes mais o número de trabalhadores da indústria automobilística. Nesse cenário, em que o Brasil se destaca na terceira posição no ranking mundial, a raça manga-larga marchador, conhecida também como manga-larga mineiro, tem apresentado resultados ainda mais consistentes.

“Cada vez mais, criadores de todo o país estão percebendo os atributos incomparáveis da raça”, diz Daniel Borja, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Manga-larga Marchador (ABCCMM). “Trata-se de um animal de sela, excepcional para passeios”, acrescenta.

Os negócios em torno da equinocultura não se limitam à compra e venda dos animais. Hoje em dia, vários segmentos de trabalho estão relacionados com a criação da raça: medicamentos veterinários, associações, fábricas de ração, selaria e acessórios, feno, escola de ferrageamento, leilões, produtoras de vídeo, gráficas, serviço veterinário, entre muitos outros.

Somente o manga-larga marchador, segundo a associação, responde por 40 mil empregos diretos e 200 mil empregos indiretos. “Além de ser uma raça que envolve muito amor e paixão de seus criadores, é a que tem a maior liquidez na hora de vender. Ou seja, é uma excelente opção de investimento para quem busca alternativas”, afirma Borja.

Os números da ABCCMM endossam a popularidade do manga-larga. Apenas em 2018, foram realizados 393 leilões, que movimentaram mais de R$ 140 milhões e comercializaram 14.311 produtos no período. Como comparação, em 2017 foram promovidos 352 leilões, com faturamento de R$ 141 milhões.

O plantel da raça (total de animais registrados no país) é de aproximadamente 600 mil exemplares. Com exatos 6.944 produtos comercializados, o preço médio foi de R$ 20.393,48. “Os números são sensacionais e estão crescendo em ritmo acelerado em todas as regiões”, garante Borja.

Forte e versátil
De acordo com o presidente da associação, o que faz do cavalo manga-larga marchador ser um ótimo negócio é sua robustez e versatilidade. A raça pode ser usada, principalmente, para cavalgadas. “Por ser dócil e considerado o cavalo da família, é uma opção que vale a pena pela força e conforto que oferece. No esporte, a raça é perfeita para as provas de três e cinco tambores. Tamanha versatilidade tem feito com que os criatórios cresçam cada vez mais no país.”

O preço de um manga-larga marchador oscila de acordo com a linhagem e títulos do animal. Aqueles para cavalgadas podem ser comprados pelo mesmo valor de uma moto ou bicicleta, por volta de R$ 1,5 mil. Já os animais de elite, voltados para reprodução, podem custar pequenas fortunas, cotados em até R$ 5 milhões.

Com o mercado em franco crescimento, a consequência é a valorização dos cavalos. De acordo com Borja, uma égua adulta pode ser vendida nos haras por mais de R$ 1,5 milhão. Por isso, a venda dos potros tem se tornado cada vez mais atrativa.

Cavalo mineiro
Além de estimular a criação em estados onde a raça não é tão popular, a associação tem desenvolvido ações para que os proprietários de manga-larga tenham acesso a informações e cursos capazes de torná-los criadores. A estimativa inicial é de um crescimento de 50% do plantel em três anos.

Minas Gerais, berço da raça, concentra o maior número de cavalos registrados do país: quase 250 mil, perto da metade do rebanho nacional. Também se destacam na criação do manga-larga os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo.

No exterior, há aproximadamente 30 mil unidades do manga-larga marchador. A raça é utilizada principalmente em exposições. Nas modalidades do esporte, os animais costumam participar de provas de enduro e salto, algumas das mais nobres do hipismo. O manga-larga também é usado em provas específicas da raça, como a cavalgada planilhada e nas provas do marchador ideal.

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Manga-larga Marchador é também a realizadora do maior evento de equinos da América Latina: a exposição nacional, realizada todo mês de julho em Belo Horizonte. A edição 2019 será entre os dias 16 a 27 daquele mês e terá um atrativo adicional: será comemorativa aos 70 anos da entidade. “O manga-larga marchador é uma paixão”, resume o presidente da associação.

Criação de cavalos movimenta R$ 16,5 bi e gera 3,2 milhões de empregos

 

Aposta em alta no mercado nacional
Os criadores da raça manga-larga marchador enxergam com otimismo o futuro desse mercado. Como o setor atravessou bem a crise dos últimos anos, com crescimento em todas as áreas, a expectativa é de que o reaquecimento da economia traga ainda mais oportunidades de negócios.

“Mesmo com a recessão vivida no país, o cavalo manteve sua liquidez e os preços continuaram subindo”, afirma o empresário mineiro Yuri Semansky Engler, proprietário de 400 cavalos da raça, em sua fazenda em Sete Lagoas, no interior do estado. “A tendência é melhorar ainda mais, já que, com mais dinheiro no bolso, os criadores tendem a ampliar seus plantéis e aquecer o mercado de compra e venda”, acrescenta.

Para a criadora Renata Mello, com 220 animais no Haras Terra Vermelha, em Brasília, a procura pelos manga-larga machador nos últimos anos tem impressionado. Segundo ela, nos últimos 10 anos houve um forte aumento da liquidez do mercado, atraindo mais investidores e criadores. “Às vezes, é até difícil entender de onde vem tanto interesse por cavalos. Tem gente que deixa de comprar coisas básicas para investir nos animais. É realmente uma paixão”, diz.

De acordo com Renata, muitos investidores têm adquirido os animais em até 20 parcelas, em vez de deixar de comprar. “Tenho notado que ninguém deixou de comprar por conta da crise. Pelo contrário. Muitos compraram ainda mais para fortalecer seus investimentos.” Apesar dos números crescentes do mercado, as estatísticas sobre os equinos no Brasil podem estar subestimadas, segundo o professor Roberto Arruda de Souza Lima, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/Piracicaba). Para ele, como a atividade não recebeu destaque no meio do agronegócio durante muito tempo, faltam estudos para confirmar a força do setor. “As cifras envolvidas na atividade devem ser muito maiores”, afirma.

Fonte: correiobraziliense



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