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Quarto de Milha – A raça que não conhece a crise

Apesar da crise econômica no país, a raça Quarto de MIlha teve crescimento em 2016

Dizer que 2016 foi um ano difícil para a economia e a política brasileira não é novidade para ninguém. Mas demonstrar, através de números, a força e a solidez de uma raça que representa 53% de toda a população de equinos existentes no mundo é reconhecer a importância de um dos mais prósperos setores do agronegócio nacional.
Originário dos Estados Unidos, o Quarto Milha é considerado o cavalo mais versátil do mundo. Utilizada nas modalidades de Conformação, Trabalho e Corrida, a raça chegou ao Brasil em 1955 e, de lá pra cá, se tornou a mais popular da equinocultura brasileira.

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Curiosidade: A capacidade de correr distâncias curtas – um quarto de milha/402 metros – em grande velocidade deu origem ao nome da raça.

Atualmente, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), possue 516,4 mil animais registrados no Stud Book da entidade e mesmo com a recessão econômica os números de registros genealógicos, proprietários, criadores e associados cresceram ao longo de 2016. “Hoje nós possuímos 104,7 mil proprietários, incluindo 50,6 mil criadores e 30,6 mil associados em todas as regiões do país. Isso representa cerca de 1 milhão de hectares, avaliados em mais de R$ 20 bilhões. Só a mão-de-obra empregada diretamente no campo supera a casa de 310 mil empregos diretos”, afirma Abdalla Jorge Abib, coordenador de comunicação da ABQM.

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Cavalo funcional: A versatilidade é a principal característica da raça Quarto de Milha

O sucesso da indústria Quarto de Milha é assegurado, principalmente, pela versatilidade da raça, que participa de 22 modalidades esportivas nos 10 Campeonatos Oficiais da ABQM e nas centenas de eventos oficializados que ocorrem anualmente por todo o país e proporcionam premiações que ultrapassam a quantia de R$ 4 milhões.

Na batida do martelo
Animais campeões em pista e com genética provada e comprovada, permaneceram valorizados nos leilões. Em 2016, a quantidade de remates e animais comercializados cresceu em comparação com 2015. Já a receita, registrou uma pequena queda, mas nada que ofuscasse o brilho de um mercado que atrai um público fiel e diversificado. Mais de R$ 238 milhões foram movimentados de janeiro à dezembro, em 212 pregões – 121 de recinto e 91 virtuais. No total, foram comercializados 6.457 animais (desde produtos ao pé até reprodutores e matrizes) das linhagens de Trabalho, Corrida e Conformação. As maiores cotações foram registradas para os animais de corrida, vaquejada e tambor.
A potra Granita, de linhagem de Corrida e da geração 2014, foi a mais valorizada do ano. Por R$ 600 mil, o Haras LM, do estado da Bahia, arrematou a cobiçada potra castanha, filha de Granite Lake e White Or Wrong (Mr Eye Opener), de criação e propriedade de Érico de Oliveira Braga, do Haras Prata, de Bauru (SP).

GRANITA - lote mais caro de 2016

Granita foi a recordista de preço da temporada 2016.

A égua preta, premiada em Vaquejada, Diana Let WDB (Let ADD x Angel’s Point, por Pivot Point) foi outro destaque. Pertencente ao quartista maranhense Ronan Lima Ferreira e de criação de Wagner Dal’ Bosco, de Aracajú (SE), ela teve 50% de sua propriedade adquirida por R$ 500 mil. O comprador foi o criador André Sarmento Netto, da Bahia.

ADF_7958 - Diana Let WDB - 50% = R$ 500 mil

50% da campeã Diana Let WDB foram arrematados por R$ 500 mil.

Entre os machos, o mais valorizado foi o cavalo Instant Success LW, de Registro de Mérito Superior em Três Tambores. O zaino, cria da LW Agricola e Participações, de Jaguariúna (SP), foi vendido pelo Haras Nossa Senhora Aparecida, de Guaíra (SP), por R$ 480 mil. O condomínio formado pelos criadores Caleb Loureiro (AL) e os mineiros João Ribeiro Neto, Luiz Roberto, Rodrigo Guedes e Marco Gonzaga Neto adquiriu esse consagrado animal.

IMG_8115 - Instant Success LW - macho + caro de 2016

Instant Success LW foi vendido para um condomínio formado por 5 criadores

“O cavalo quarto de milha tem o poder atrair crianças, jovens e adultos. É comum observarmos 2, 3 ou mais gerações familiares dando continuidade a criação e herdando o amor pela raça. Outro diferencial é que mesmo com tanta disputa nos campeonatos, existe uma amizade entre os criadores. A expressão família quartista é, de fato, uma realidade. Também não podemos esquecer do melhoramento genético, que certamente impulsiona as vendas nos leilões “, explica Abdalla.

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Quarto de Milha: raça em constante evolução genética com linhagens específicas para cada modalidade

Com esperança na recuperação da economia nacional, a ABQM acredita que 2017 será um ano ainda melhor para a raça Quarto de Milha. Empenho, dedicação, união, transparência e inovação seguirão sendo as marcas registradas desta atuante associação. Parabéns, família quartista! Sucesso sempre!!

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