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RAIVA EM EQÜINOS | Blog Courage

RAIVA EM EQÜINOS | Blog Courage


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A Raiva é causada por um vírus do gênero Lyssavirus  e é uma das viroses mais importantes para a  pecuária e para a saúde pública do Brasil. Esta distribuída em quase todo o mundo, tanto em animais domésticos quanto silvestres, que ficam como reservatórios do vírus por longos períodos. É transmitida aos cavalos através e principalmente por  morcegos hematófagos ( mais comum é o Desmodus  rotundus)  ; outras formas seriam através de mordidas de cães e raposas .

 

No Brasil a Raiva tem sido pouco estudada em equinos. Em São Paulo de 1980-1994 foram diagnosticados 111 casos de raiva em equinos e 12 casos no Rio Grande do Sul.

 

Doença incurável e com mortalidade em 100% dos casos  é prevenível com vacinação específica ( primovacinação e reforços);  em infecções espontâneas tem incubação de 30-60 dias e após doente o animal pode viver entre 2-8 dias .

 

Entre cavalos qualquer sexo ou idade pode ser acometido e as  manifestações  clinicas são muito varíaveis incluindo tanto a forma paralítica quanto a forma furiosa da doença. Os sinais clínicos estão relacionados com a parte do Sistema Nervoso Central que foi atingida( nos equinos normalmente várias partes são acometidas).

 

Se o Cérebro foi atingido os sinais são: agressividade, andar em círculo, apatia, cegueira, mudanças de atitude, pressão da cabeça contra objetos, ranger de dentes, sonolência e movimentos involuntários.

 

No Tronco Encefálico ; andar descontrolado, dificuldade de apreensão e mastigação, queda do lábio, globo ocular retraído, língua sem movimentos. No Cerebelo leva  a perda de equilibrio.

 

Atingindo a Medula espinhal: deita-se de lado( decúbito lateral) ou de frente ( decúbito esternal), paralisia dos membros da frente e de trás  .

 

Como diagnostico diferencial de outra doenças devemos lembrar das infecções por Crotalaria retusa e a Mielite Eqüina( doença viral).

 

O diagnóstico da doença é feita pelo exame clínico e confirmado através do método laboratorial chamado  Imunofluorescência direta , a partir de tecidos de orgãos do animal que são  refrigerados ou congelados ( método mais rápido e confiável) ou através de inoculação intracerebral em camundongos. Ambos métodos as vezes podem dar negativo em casos de Raiva por isso é  necessário retirar-se várias amostras de diferentes regiões do Sistema Nervoso Central do animal  morto.

 

O fundamental a ser lembrado é a importância da vacinação de todos os animais e em casos de surtos o controle com a vacinação nos outros animais.

 

 
João Batista P. Neto




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