História da Raça –

Origem

O cavalo mais alto do mundo Luscombe Nodram, ou 'Noddy', está com sua dona Jane Greenman antes de partirem na grande turnê que incluirá aparições no Sydney Royal Easter Show e Brisbane, em Melbourne, que aconteceu em 19 de março de 2010. Este cavalo tem 2,05 metros metros de altura e 1,5 tonelada pesa três vezes mais do que o cavalo de corrida puro-sangue.
O cavalo mais alto do mundo Luscombe Nodram, ou ‘Noddy’, está com sua dona Jane Greenman antes de partirem na grande turnê que incluirá aparições no Sydney Royal Easter Show e Brisbane, em Melbourne, que aconteceu em 19 de março de 2010. Este cavalo tem 2,05 metros metros de altura e 1,5 tonelada pesa três vezes mais do que o cavalo de corrida puro-sangue.

A raça Shire possui uma história fascinante, fortemente ligada ao desenvolvimento da própria sociedade inglesa.

Os primeiros registros dessa raça datam do século XI, o que a faz ser uma das mais antigas e bem definidas raça de cavalos de sangue frio do mundo.

cavalo-shire

Em razão da docilidade e calma dos cavalo shire, é difícil imaginarmos que eles tenham sido utilizados em guerras. No entanto, é exatamente para esse uso que a raça foi desenvolvida.

Cavalos ingleses nativos eram pequenos e leves, tais como os pôneis selvagens existentes hoje em regiões da Inglaterra como New Forest,Dartmoor e Exmoor. Quando cavaleiros medievais começaram a usar armaduras pesadas, que, somadas ao peso do cavaleiro, alcançavam facilmente os 200 kg, esses cavalos mostraram-se incapazes de carregá-los.

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Raças mais pesadas da Europa continental (especialmente da Holanda, Alemanha e Bélgica) foram introduzidas na Inglaterra e, por meio de cruzamentos selecionados, o Cavalo de Guerra surgiu.

A partir de 1760, com o início da Revolução Industrial, o crescimento das cidades estimulou a demanda por bens alimentícios produzidos na zona rural. A chegada das ferrovias é normalmente vista como o sinal do começo do declínio do transporte urbano por cavalos. No entanto, eles acessoriamente se mantiveram úteis.

shire-preto

De fato, documentos mostram que, em 1893, as empresas ferroviárias possuíam uma manada de mais de 6.000 cavalos para auxiliá-las a distribuir as mercadorias encaminhadas por trens. Além disso, somente as empresas de transporte londrinas empregavam ao menos outros 19.000 cavalos. Desses cavalos, a grande maioria eram Shires.

No entanto, com o surgimento dos veículos à combustão, o uso dos cavalos declinou. Com isso, o número de cavalos Shire na Inglaterra diminuiu de acima de um milhão para alguns poucos milhares, pela década de 1960, e a raça passou a correr sério risco de extinção.

Ainda hoje, a raça é considerada sob risco pelo grupo conservacionista inglês UK Rare Breeds Survival Trust, o que significa que a população de Shires na Inglaterra é estimada em menos de 1500 exemplares. No entanto, a raça vem recentemente ganhando grande popularidade, tanto como animal de trabalho como de sela.

Cavalos Shire têm se destacado em diversas atividades equestres, tais como adestramento, atrelagem, cavalgadas a lazer e cross country, entre outras.

Padrão da Raça

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♦ Cores preta, marrom, baia ou tordilha.

♦ Altura mínima de 17 hands (173 cm) de cernelha, quando adulto. Média de 17.7 hands (180 cm).

♦ Peso entre 900 kg e 1100 kg.

♦ Cabeça longa e esguia, nem muito grande nem muito pequena. Mandíbula larga deve ser evitada.

♦ Olhos largos, bem colocados e com expressão dócil.

♦ Nariz levemente romano, com narinas largas.

♦ Pescoço longo, levemente arqueado.

♦ Garupa curta, forte e muscular.

♦ Costelas arredondadas e profundas.

♦ Pelos abundantes nas patas, finos, lisos e sedosos.

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